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Entrevista de Kate Walsh para a Pink Magazine

00025Entrevista da revista Pink Magazine  em Julho/2009 (por Alison Bezzina)
Tradução de inglês para português feita por Mi

Conhecer celebridades normalmente é uma grande decepção. Como fãs, nós os enaltecemos tanto que quando os conhecemos esperamos que sejam tão legais, sexies ou tão espirituosos quanto eles são na Tv, mas normalmente eles não são.

Sendo a maior fã de Addison (Grey’s Anatomy/Private Practice), eu esperava ser inexoravelmente empurrada de cima do Everest de decepção quando eu conheci Kate Walsh, mas para meu alívio, ela acabou por ser ainda mais legal na vida real do que é na ficção.

Nascida da California, Kate Walsh (40) é metade italiana e metade irlandesa. Estudou teatro em Chicago antes de mudar pra Nova York em busca de uma carreira de atriz. Dizem que uma vez ela foi presa por jogar uma bola de vidro em um bar, mas isso é o mais longe que ela foi contra a lei. Sete anos arás ela fez o papel de Nicki no “The Drew Carey Show “ para o qual ela teve que vestir um enchimento de gordura na maior parte do tempo. Walsh atingiu o auge de sua popularidade no show da ABC, Greys’s Anatomy. Desde então, a vida de Kate Walsh mudou drasticamente – em suas próprias palavras – “os paparazzi que vivem na minha casa deviam começar a pagar o aluguel e uma parte dos meus impostos!”

Ela entrou em Grey’s durante o 9º episódio da primeira temporada. No início a personagem era uma bruxa vestida de Prada que separou o casal favorito do mundo das séries, mas a sagacidade natural de Walsh transbordou para Addison e logo os telespectadores quiseram que ela ficasse.

Veja o que ela disse à Pink quando a encontrei mês passado durante o “Dia Internacional de Imprensa” organizado pelos estúdios da ABC em Londres:

Ela vestia um terno azul escuro com delicados riscos brancos, o cabelo dela salta com a melodia de seu caminhado acentuado e sua bolsa se esforça para acompanhar o ritmo. Ela senta, deixa a bolsa sobre a mesa, estica os braços em pleno ar, e com um caloroso “Olá” muda seu olhar malicioso – um sorriso mal-humorado e uma sobrancelha levantada espetacularmente em sua testa, como quem diz “pode mandar!”. Dentro de minutos, estamos às gargalhadas e ela me convence de que estaria muito feliz comendo uma maçã podre só para dar risada.

Dada a popularidade Grey’s, você se sentiu mal aproveitada quando foi tirada do programa para começar o spin-off Private Practice?
Ela franze a testa e balança a cabeça freneticamente. “Não, eu não! Nós éramos todos parte do sucesso de Grey’s e estávamos todos renegociando com o estúdio no momento. Pessoalmente, eu não estava muito feliz, mas criativamente pensei que mudar era a coisa certa a fazer. Shonda (Rhimes – a criadora e produtora do show) sentiu que a história de Addison em Grey’s havia se esgotado. Claro que ela poderia ter me mantido para preencher espaço, mas não havia nenhuma razão real para Addison ainda estar lá.”

Você acha que Private Practice vai chegar a alcançar a popularidade de Grey’s Anatomy?
Sinceramente eu não sei. Acho que o que aconteceu com Grey’s foi a primeira vez para Shonda e muitos de nós. Foi um sucesso tão grande por muitas razões diferentes e eu não sei se isso pode acontecer de novo – acho que esse tipo de sucesso e de conscientização cultural só acontece uma vez na vida.

Você interpretou uma médica por tanto tempo, você sabe uma coisa ou outra sobre medicina?
Ela cobre a boca com a mão e age um pouco envergonhada. “Me perguntam muito sobre isso e a resposta é … Não! Uma vez, minha melhor amiga de infância de Tucson estava me contando uma história sobre uma mulher que estava em trabalho de parto e estava pré-eclâmptica. Agora eu sei, eu digo isso o tempo todo no show, mas na vida real eu não posso lembrar do que se trata. Há uma parte do meu cérebro, que está reservado para o jargão médico e ele acorda em julho, quando estamos filmando e vai dormir logo que a temporada pronta. Vai-se assim ” – ela clica seus dedos no ar e sopra neles.

Quando entrou em Grey’s, você não era uma das personagem mais amadas do show, mas depois as pessoas não queriam vê-la ir embora. O que aconteceu?
Quando ingressei em Grey’s era pra eu ficar por cinco episódios como a ex-esposa de Patrick Dempsey (Dr. Derek Sheperd). Era tudo o que eu sabia. Assim que terminasse, fiz um piloto para a ABC – uma comédia que não deu certo. Então eles me ligaram e pediram para eu ficar na série, e obviamente, eu aceitei. Esse tipo de coisa dificilmente ocorre então fiquei lisonjeada e satisfeita. Então eles pensaram em um show spin-off. Foi uma loucura. A história de Addison em Grey’s tinha acabado – o casamento com Derek não funcionou, eu dormi com outros médicos e isso não funcionou – (não eu, Addison, vamos deixar isso bem claro), então o spin-off era a única maneira de me manter viva. O enredo de Private Practice é uma ótima sacada, porque todo mundo tem a fantasia de abandonar tudo e começar de novo, mudar para uma cidade diferente e ter uma vida diferente. A realidade é sempre muito diferente por isso foi ótimo fazer isso.

O que você gosta de fazer no seu tempo livre?
Eu amo ler. Eu amo ler roteiros e histórias curtas, antes de ir dormir. Quando eu estou fora eu tento ler o máximo de novelas que eu posso, porque isso é o que me alimenta. Eu também adoro viajar, e os meus animais de estimação – com a qual estou um pouco obcecada. Eu também trabalho com algumas instituições de caridade, como a da conservação do oceano “World Wide” para a qual eu vou filmar um documentário quando eu voltar para Los Angeles. Eu também estou muito apaixonada por política. Eu fiz campanha para Obama durante a greve dos roteiristas, e foi incrível.

O que você acha das eleições?
Estou emocionada e aliviada. Eu acho que mudou a cultura com a maior participação de norte-americanos na política do que antes. Esta campanha foi tão popular e as pessoas eram tão ativas que não importa o que Obama realize, sua campanha já era responsável por acordar o povo para uma nova consciência. Durante os últimos oito anos, o país estava politicamente adormecido, as pessoas estavam desmoralizadas sem acreditar no sistema e democracia. Eles sentiram que não tinham nenhum controle sobre o que acontecia e, com esta eleição, percebemos que podemos fazer a diferença. Não importa o que acontece com o líder do país as pessoas já sabem que podem unir-se e juntas fazer a mudança acontecer; é assim que o casamento gay vai ser legalizado, da mesma forma que os direitos civis e os direitos das mulheres aconteceram.

Falando em casamento gay, você teve uma trilogia de personagens lésbicas em sua carreira. Como isso aconteceu?
Ela ri e segura a cabeça com as mãos. “Sim, eu fiz três personagens lésbicas e foi divertido. Quer dizer, para mim é um papel, como todos os papéis. As coisas às vezes vêm em três. Os papéis lésbicas eram muito diferentes, ainda que… uma era uma dona de casa que vive nos subúrbios, que se viu apaixonada por outra mulher e teve um caso com ela, a outra era uma policial, e a outra foi ‘Sob o sol da Toscana’. Eu não sei por que isso aconteceu – talvez seja porque eu seja alta”.

A fama mudou seu estilo de vida?
É uma enorme mudança. Todos nós em Grey’s Anatomy éramos apenas atores trabalhando e eu era muito grata por poder ganhar a vida, e de repente tudo mudou quando Grey’s se tornou um sucesso.Uma das desvantagens é que, como ator, você observa o comportamento humano, você absorve o ambiente, observa e aprende, é isso que você faz, é a parte divertida. Em Nova York, eu sentava no metrô e só observava as pessoas, mas quando você se torna muito reconhecível, você simplesmente não pode mais fazer isso, porque as pessoas agora olham pra você. É muito estranho se acostumar com isso. É o mais difícil na verdade, não os paparazzi, porque é como se eu sentisse falta daquela minha parte observadora, que ficava do lado de fora. Você perde o anonimato que te permitia fazer aquilo, e era aquilo que te ajudava e te alimentava como artista para criar personagens.

Você subornou Shonda Rhimes pra deixar você beijar dois homens gostosos nas duas séries?
Ajeita o cabelo e ri descontroladamente. Ela para e olha fixamente para o ar como se tentasse lembrar algum suborno envolvido. E então continua – Não, eu não fiz isso. Eu sei que é um jeito bem estranho de leva a vida, mas é melhor do que cavar valas, sem desrespeito à escavação, é claro! No entanto, você deve se lembrar que há um pouco de esquizofrenia a cada beijo que você vê na tela. Por um lado você está tentando fazer parecer realmente real e estar presente, e ainda assim você está cercado por 75 pessoas e tem alguém segurando um medidor de luz a 2 polegadas de distância de seu rosto. Tem uma cena na 2ª temporada de Private Practice na qual enquanto estou beijando alguém (que deve permanecer anônimo) o diretor estava em pé ao meu lado, dizendo no meu ouvido: ‘Ok, agora abra os olhos, olhe para baixo, ok, agora beije o pescoço dele e feche os olhos…’ então, pode crer: não existe sexo ali, é apenas estranho e assustador, mas parece surpreendente na tela.”

Eu li que você é voluntária em um hospital de Los Angeles, é verdade?
Ah, sim! Eu esqueci de falar disso… provavelmente porque eu estou na fase de treinamento e ainda não comecei a trabalhar realmente. Uma das coisas que eu amo na série é poder segurar recém nascidos. Às vezes eles tem gêmeos no set, porque os bebê só podem “trabalhar” durante 20min. Eu amo segurar os bebês, então um dia eu perguntei à enfermeira se havia algum programa de voluntariado no qual eu pudesse segurá-los. Isso me levou a um grupo chamado “Cuddlers And Feeders”, onde você pode cuidar e alimentar os bebês em um hospital. Mas assim que eu recebi o certificado, tive que sair para essa viagem. Falando nisso, o programa de formação inclui uma verificação de antecedentes que eu achei um pouco engraçada. Acho que eles precisam ter certeza que eu não vou levar nenhum bebê pra casa comigo!

O que passa pela sua cabeça quando você se vê na tela?
Eu não vejo. Eu tento esperar, porque eu nunca acho que você pode se sentir confortável se vendo na tela. Não é só pelo jeito que você está ou como você está atuando, mas quando você está se vendo é impossível você se transportar para outra realidade, esquecer da sua vida e se deixar levar pela personagem a que está assistindo. Se é você na tela, é difícil de acreditar. Então eu espero, e em diferentes níveis eu esqueço certas coisas e algumas cenas que foram cortadas ou a performance, e sou capaz de assistir com mais objetividade… mas ainda é estranho.

Se você tivesse uma varinha mágica e pudesse mudar alguma coisa, o que seria?
“A primeira coisa que me vem à mente é a África – a pobreza inacreditável, a guerra, mas pra mim pessoalmente, não sei. Eu poderia falar de todas essas coisas do mundo, mas pra minha vida pessoal, provavelmente, seria poder fazer o que eu quisesse na minha vida.” E então o sorriso perverso surge novamente e ela continua… “Eu sei que é muito egoísta, mas eu desejaria encenar tudo o que eu pudesse, ter um grande amor na minha vida, contribuir para a cultura e tudo mais… e se eu não atuasse, provavelmente, estaria ensinando.”

Fonte: Alison Bezzina

2 Respostas

  1. Ela é muito inteligente, uma das razões de admirar tanto ela. Tive medo quando começei a ler as entrevistas dela de que ela fosse diferente da Addison, a qual admiro muito a personagem. Mas ela é fantastica como pessoa.

  2. Adoro a Kate, ela deixa a personagem tão mais leve…não consegui odiar Addison nem por um minuto em Grey’s!!!
    Ela é uma pessoa incrível!! =D

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